Vol. VII, Nº 22, Juiz de Fora, abr.-jul/2013

· Volume VII

Prezados leitores,

Em seu 22º número, a Ibérica – Revista Interdisciplinar de Estudos Ibéricos e Ibero-americanos traz para sua leitura os seguintes artigos: de Ricardo Vélez Rodríguez, uma rememoração sobre os 11 anos de criação do Núcleo de Estudos Ibéricos e Ibero-americanos do Departamento de Filosofia da UFJF. Segundo acentua o autor, o núcleo surgiu “em decorrência do interesse de estudantes do Curso de Filosofia pelo estudo do pensamento filosófico brasileiro, bem como do pensamento ibérico e ibero-americano, de forma geral”. Árvore frondosa que vem gerando frutos ao longo do tempo, o Núcleo de Estudos Ibéricos e Ibero-americanos tem nos periódicos Ibérica – Revista Interdisciplinar de Estudos Ibéricos e Ibero-americanos e Cogitationes suas principais formas de expressão, tendo como linha editorial os conceitos norteadores das atividades do grupo, ou seja, o respeito à diversidade e a liberdade de ideias. Em seguida, trazemos para sua leitura o texto de Humberto Schubert Coelho, “Leis morais e civis a partir da filosofia da cultura: uma visão atualizada do pensamento de Miguel Reale”. No referente trabalho, o autor expõe sua interpretação acerca do a priori material da cultura, implícito na criação das leis morais, e a axiologia formulada pelo jus-filósofo paulista Miguel Reale, para a fundamentação das leis civis. Vindo do outro lado do Atlântico, temos o trabalho “Don Juan: do confinamento literário ao perdão”, de Ana Bárbara Pedrosa. Como muito bem destaca o título, o artigo trata da emblemática figura de Don Juan, personagem criada em 1640 por Tirso de Molina, e tem o objetivo de “avaliar a forma directa, de presença viva no património literário, e a forma indirecta, de acção sobre as obras dos escritores posteriores, como a obra de Tirso actuou, confrontando-a com a de Patrício”. Em “O programa social brasileiro e a consequente geração ‘nem – nem’”, Bernardo Goytacazes de Araujo tem como interesse, “levantar hipóteses, ressaltar alguns específicos pontos, que ao longo de nossa historiografia, houve e ainda há, um grupo que sempre necessitou dos amparos governamentais para sobreviver, e quando o governo se omitiu, este grupo padeceu e padece.” E para finalizar a presente edição, “Segredo e razão de estado na península ibérica do século XVII”, de Bruno Silva de Souza, “busca analisar os conceitos de razão de Estado e de segredos de Estado (arcana imperii) dentro do quadro do pensamento político do antigo regime.”

Artigos (Número completo em pdf)

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