Vol. VII, Nº 21, Juiz de Fora, dez./2012-mar/2013

· Volume VII

Caros leitores,

Fechando 2013, segue o número 21 da Ibérica – Revista Interdisciplinar de Estudos Ibéricos e Ibero-Americanos. A presente publicação inicia-se com a colaboração do mestrando em Ciência da Religião, Marcelo Lopes. No artigo “Neopentecostalismo e modernidade religiosa: breves apontamentos sobre alguns de seus paradoxos a partir da ótica hervieu-légeriana”, o autor pretende cotejar as teorias propostas por Danièle Hervieu-Léger, para a leitura do fenômeno religioso na modernidade, com a realidade do movimento neopentecostal brasileiro. Logo em seguida, a historiadora Ester Rodrigues Pereira Martins aborda a questão da multiculturalidade brasileira. O trabalho tem como escopo “abordar de forma clara e concisa, a diversidade cultural que compõe o Brasil”, pela ótica da multiculturalidade. No artigo “O discurso político de Odorico Paraguaçu”, a doutora em Letras Priscila Paschoalino Ribeiro, apresenta a intenção de Dias Gomes ao construir o discurso do prefeito da pequena cidade de Sucupira. Segundo a autora, a fala de Odorico Paraguaçu representa o “discurso vazio e retórico dos políticos que buscam manter o poder, a legitimação, a qualquer custo.” E acrescenta: “Amparado pelas possibilidades da paródia, o discurso político de Odorico, ora proferido oficialmente, ora informalmente, traduz, por meio do absurdo, a realidade brasileira. No microcosmo Sucupira, os valores são os mesmos que aqueles sustentados no macrocosmo Brasil, porém licenciados pela livre fantasia e pela excentricidade.” Já Hélio Angotti Neto, doutor em Ciências Médicas pela USP, traz uma análise do problema da interiorização dos médicos no Brasil. O trabalho propõe uma reflexão crítica sobre a estratégia governista para a interiorização do médico. Conforme acentua o autor, “para avançar na análise conceitual serão utilizadas ferramentas clássicas aristotélicas. Embora, na medicina, sejam utilizadas de forma mais comum as ferramentas matemáticas como a estatística e a bioestatística, de cunho mais pragmático e descritivo, o foco deste trabalho é avançar na análise filosófica, incluindo também ferramentas derivadas de conhecimentos históricos e das ciências sociais.” E, para encerrar o 21º de nossa publicação, temos o artigo de Ricardo Vélez-Rodríguez, “Tocqueville em tempos de incerteza”. No trabalho, Vélez-Rodríguez apresenta uma interpretação tocquevilliana para as manifestações que tomaram conta das ruas e praças das nossas cidades, no final de junho 2013. Para o filósofo, as conturbadas manifestações “revelam a insatisfação crescente da população, em face da forma pouco transparente de gestão dos negócios públicos e da não correspondência dos políticos, nas suas ações, às expectativas da Nação.”

Artigos (Número completo em pdf)

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