Vol. VI, Nº 18, Juiz de Fora, dez./2011-mar./2012

· Volume VI

Abrimos esta edição da Ibérica – Revista Interdisciplinar de Estudos Ibéricos e Ibero-Americanos com mais uma contribuição de Ricardo Vélez Rodríguez. Desnecessário fazer maiores apresentações sobre o autor que, reconhecido pesquisador do pensamento luso-brasileiro, sempre se faz presente em nossa publicação. Em O pensamento político brasileiro contemporâneo (1970-2011), Vélez Rodríguez procura traçar um panorama a respeito do pensamento político brasileiro nos últimos 40 anos. Colombiano de nascimento, o período analisado compreende o tempo de vivência deste autor no Brasil, onde chegou em fins da década de 70 para dedicar-se ao estudo do pensamento brasileiro.

Já em Uma chefia de duas cabeças – A relação entre o poder secular e o poder clerical em Portugal na Dinastia de Avis, Filipe Queiros de Campos, acadêmico do curso de História da UFJF/MG procura expor a relação conflituosa entre os poderes clerical e secular em Portugal durante a dinastia de Avis. O autor procura analisar a questão destacando a noção de legitimidade, uma vez que “[…] tanto o poder secular quanto o poder clerical bebiam da mesma fonte de legitimidade, ou seja, as autoridades vigentes eram legítimas, tanto rei como clérigos, por terem recebido o poder pelas mãos de Deus.” A separação em dois poderes, destaca Campos, era fonte de conflitos e debates pelo fato de, a partir da disputa entre poder clerical e poder secular, provocar a ideia de “duas cabeças” em um só “corpo”.

Por sua vez, Adriana Tiago Lopes, acadêmica do curso de Artes Visuais da UFES nos oferece, em Educação patrimonial e identidade escolar, meditações a respeito do ensino de artes nas escolas públicas e nos modos como este ensino pode se fazer importante no descobrimento de patrimônios culturais e na construção da identidade local. Para a autora, além de contribuir na formação de cidadãos conscientes dos patrimônios culturais à sua volta, a proposta apresentada no artigo também desperta a consciência da necessidade de preservação destes patrimônios.

Em A segurança pública sob a ótica do patrulhamento comunitário, Bernardo Goytacazes de Araújo trata do problema da segurança pública. Nele o autor trata do patrulhamento comunitário sob a ótica do plano nacional de segurança. Araújo propõe, ainda, que “há uma necessidade imensa de se repensar o papel e a constituição dos próprios cidadãos”, a partir de suas potencialidades e não de suas limitações – fundamentando-se na proposta do filósofo alemão Immanuel Kant, que afirma o homem como um ser dotado de razão e esta “é faculdade de ampliar as regras e os propósitos do uso de todas as suas forças muito além do instinto natural, e não conhece nenhum limite para seus projetos.”

O artigo de Camila Lopes Cravo Matos, O poeta Armando Freitas Filho e sua “Máquina de escrever”, finaliza este nosso 18º número. Nele a autora passeia pela obra do poeta e afirma que os seus escritos reunidos conclamam “[…] a tensão de uma poética do acabado-inacabado, da finitude e eternidade.”

Artigos (Número completo em pdf)

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