Vol. IV, Nº 13 Juiz de Fora, abr./jul./2010

· Volume IV

No ano que marca o centenário de nascimento de Miguel Reale e o bicentenário da chegada de Silvestre Pinheiro Ferreira ao Brasil, a Ibérica – Revista Interdisciplinar de Estudos Ibéricos e Ibero-Americanos apresenta-nos, em sua décima terceira edição, cinco artigos.

Em A Trajetória de Domingos Antônio de Sousa Coutinho: o Conde de Funchal (1760-1833), Débora Bastos, aluna do programa de pós-graduação em História da Universidade Federal de Juiz de Fora, analisa a posição e importância de D. Domingos Antônio de Sousa Coutinho na diplomacia portuguesa do início do século XIX, época em que o império Português encontrava-se vulnerável frente às potências europeias em conflito.

Já em A Independência Brasileira: Considerações Historiográficas, Heitor de Andrade Carvalho Loureiro problematiza a questão da independência do Brasil ao contrapor algumas visões do fato histórico. O autor busca analisar a visão tradicional de Caio Prado Júnior à luz de novos trabalhos sobre a questão, levantando divergências e propondo visões diferentes da chamada historiografia tradicional.

Em Portugal Medieval: Entre a Filosofia e a Teologia: Entre a Ortodoxia e a Heterodoxia, Celeste Natário traça-nos um panorama assaz interessante acerca da questão da educação em Portugal durante a Idade Média.

No seu artigo Miguel Reale e a Teoria do Conhecimento, Bruno Maciel realiza uma breve análise das meditações de Kant e Husserl com vistas a indicar a influência desses dois pensadores na teoria do conhecimento do pensador paulista.

Rafael Miranda Meirelles Pinto, com o seu texto Mito e Cultura: Uma Introdução à Investigação Antropofágica da Filosofia Brasileira propõe-nos – a partir de autores como Vicente Ferreira da Silva, Adolpho Crippa, Oswald de Andrade e Roberto Gomes – um retorno às fontes de nossa brasilidade com vistas a criação de uma filosofia nascida do fascínio fundante de nossa maneira de ver e habitar o mundo.

A detalhada resenha de Paulo Kramer sobre a última obra de Antônio Paim, Marxismo e Descendência, fecha essa nossa décima terceira edição. Para Kramer, a obra nasce predestinada a ocupar “um lugar de destaque entre as melhores obras de interpretação do marxismo, suas raízes intelectuais e terríveis consequências sociopolíticas e culturais”.

Artigos (Número completo em pdf)

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