Vol. I, Nº 2, Juiz de Fora, dez./2006- fev./2007

· Volume I

A Ibérica – Revista Interdisciplinar de Estudos Ibéricos e Ibero-Americanos chega ao seu segundo número levando na sua bagagem uma variada série de escritos. Em primeiro lugar, aparece a conferência com que tomou posse, em maio de 2005, na Academia Brasileira de Filosofia, no Rio de Janeiro, o Professor Doutor José Luis Gómez-Martínez, da University of Georgia (Estados Unidos). Gómez-Martínez honra esta publicação ao ter aceitado pertencer ao Conselho Consultivo da mesma e ao ter autorizado a publicação da sua conferência, na qual destaca a figura de Bolívar como paradigma que pode ilustrar os rumos dos povos ibero-americanos neste confuso início de milênio. Ricardo Vélez-Rodríguez apresenta, neste número, duas contribuições suas: o discurso de saudação ao acadêmico Gómez-Martínez, com motivo da sua posse na Academia Brasileira de Filosofia; em segundo lugar, recente ensaio sobre a problemática da integração sul-americana, à luz de três propostas: a do Libertador Simon Bolívar, a do general paraguaio Solano López e a atual proposta, de inspiração bolivariana, elaborada pelo presidente venezuelano Hugo Chávez. Alexandro Ferreira de Souza apresenta artigo sobre o grande pensador brasileiro Vicente Ferreira da Silva (1912-1963), que Miguel Reale (1910-2006) considerava como “a maior vocação metafísica do Brasil”. Nesse artigo, o autor tece comentários acerca do caráter lúdico da moral, segundo o pensamento do filósofo paulista. Marco Antônio Barroso dá continuidade a um tema que já tinha sido tratado no número anterior: a ilustração, na realidade latino-americana, do Estado Patrimonial, analisado à luz da “antropologia das antropologias”, a literatura. Desta vez, o autor analisa o mencionado fenômeno a partir do estudo da obra do Prêmio Nobel colombiano Gabriel García Márquez, El Otoño del Patriarca, com a qual o escritor ilustrou genialmente, numa linguagem joyciana de “discurso de corrente de consciência”, a realidade do Estado gerido como bem de família. É a crônica romanceada ao redor do ditador venezuelano, de início do século XX, Juan Vicente Gómez, que se gabava de gerir o seu país de forma semelhante a como tocava os negócios da sua fazenda.

Artigos (Número completo em pdf)

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